Cuidador de idosos é a ocupação que mais cresce no País em uma década


20 de Fevereiro, 2020
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Segundo dados do Ministério do Trabalho divulgados no final de 2018, houve um aumento de 547% no número de cuidadores de idosos no país. Trata-se da profissão que mais cresce por aqui, situação oportuna para refletirmos sobre o papel e a valorização desse profissional.

Tal crescimento é decorrente da modificação demográfica no Brasil. Os brasileiros estão envelhecendo cada vez mais e precisam de apoio no que se convencionou chamar de terceira idade. A expectativa do IBGE é que a população idosa mais do que dobre até 2050, saltando de 9,5% para 21,8% da nossa sociedade.

O envelhecimento costuma trazer consigo diversos impactos à saúde. Falamos de redução de mobilidade, maior risco de doenças crônicas, maior propensão a demências, perda de visão, necessidade de ficar acamado… Essa realidade é um desafio constante para o cuidador. Exige preparo, condições psicológicas e recursos materiais para realizar um trabalho adequado no dia a dia. Isso irá se refletir no bom tratamento e amparo dos pacientes, e no bem-estar deles de modo geral.

Até há pouco tempo, o perfil do cuidador era basicamente de pessoas próximas ao idoso, como um parente sem prática ou conhecimento básico sobre saúde. Diante das mudanças populacionais e na própria constituição familiar, o cuidador profissional vem ganhando terreno e força nos lares, sobretudo por terem respaldo técnico e saberem atender, com responsabilidade, as demandas da pessoa idosa. Hoje inclusive existem entes da família se qualificando para se tornarem cuidadores.



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